Asrel era um anjo do Senhor. Presenciou o Dissídio dos Céus, quando Lúcifer tentou tomar o trono de Deus, e lutou ao lado de Deus. Não conseguia entender por que Lucifer, o mais belo e inteligente dos filhos de Deus, se desviou dos seus caminhos e se perdeu, arrastando consigo um terço dos exércitos dos céus.No Reino dos Céus existe um pomar de um fruto raro, chamado "Árvore da Vida", regado por águas que vertem do Trono de Deus, e atravessam todo o céu, e céus dos céus, e até terceiro céu. Os filhos de Deus podem se alimentar da árvore desse pomar, que sacia sua fome por trinta dias de Deus (cada dia de Deus pode ser mil anos ou mil dias, quem tem entendimento, que interprete), quando novos frutos nascem e estão maduros para serem colhidos. Os anjos que enfrentaram o Senhor foram banidos de Sua presença, suas asas tingidas de preto, sua beleza e seus adornos retirados, e foram banidos para o terceiro céu, entre o plano físico e o espiritual. Destruíram, com sua ira, todo o terceiro céu, e a parte do mundo físico que puderam tocar.
Quando Deus refez a Terra e criou o homem, teve o cuidado de fazer separação entre "Dia e Noite", ou seja, entre o terceiro céu e o mundo físico, para que não sucedesse novamente que os anjos caídos destruíssem a Terra, e entregou ao homem o domínio do mundo natural, e a capacidade de interagir com o mundo espiritual. O homem tem a peculiaridade de poder escolher a quem deseja servir, e é claro, escolhe o Senhor. No meio do jardim que Deus fez para o homem, plantou duas árvores do mundo espiritual, que só podem ser vistas em espírito: a árvore da vida e a árvore da decisão, que traz conhecimento sobre o bem e o mal. O fruto da segunda árvore tem o poder de divir o homem em três partes, que uma vez divididas agem como três seres independentes e harmônicos entre si: o corpo, a alma e o espírito. Uma vez que isso ocorra, o homem só pode ser realinhado através de uma "ponte artificial", feita pelo Espírito Santo. Alma, carne e esírito - principalmente os dois últimos - têm vontades totalmente diferentes, e por isso passam a guerrear entre si.
Quando o homem desobedece a Deus, comendo do fruto dessa árvore, a divisão gerada pelo fruto no homem faz com que ele perca o contato com Deus. Ele é banido do jardim, e privado de comer da árvore da vida, o que pouparia sua carne da morte. Portanto, neste ponto da história nasce a mortalidade.
Diferente de frutos físicos, os espirituais geram alterações genotípicas e fenotípicas. O da árvore da vida possui um nutriente que se aloja no espírito, tornando-o eterno, e no sangue, proporcionando longevidade aos tecidos do corpo. Por isso as primeiras gerações chegam a quase um milênio de vida, enquanto as seguintes chegam no máximo a cento e vinte anos. Já o fruto da árvore da decisão possui um veneno que se acumula nos elos tricotômicos - que unem corpo, alma e espírito -, dividindo o homem contra si mesmo. O veneno se associa ao gene humano, fazendo com que seus descendentes nasçam com a mesma deformidade, como um agente mutagênico.
(Gn. 6:1,2) Frequentemente, os anjos levavam mensagens de Deus para os homens, e não podiam deixar de notar seus hábitos. Diferente dos anjos, os homens tinham uma necessidade bem peculiar. Os anjos são seres somente espirituais, portanto não tinham necessidade de se reproduzirem, como os seres da Terra, a quem Deus ordenou: "crescei-vos e multiplicai-vos". Só era concedido a eles adquirirem matéira em determinadas tarefas nas quais eles precisariam interagir com o mundo físico mais ativamente. O homem, porém, precisava perpetuar sua espécie. Ao ver que eles não eram criados pela palavra de Deus, mas nasciam de dentro uns dos outros, isso lhes chamou a atenção: "São eles deuses? Porque são feitos à imagem e semelhança do Senhor. Mesmo odiando essas criaturas os anjos caídos se associam às mulheres: Será que é pelo cheiro que os homens têm?"
O sangue do homem fica impregnado da árvore da vida, e por isso para anjos e demônios andar em uma cidade cheia de humanos é como andar em meio aos pomares de Deus. Os demônios não podem tocar o mundo material, por isso odeiam os seres humanos mais ainda. Entretanto, descobriram que o corpo do homem foi feito para funcionar como um templo, comportanto seu próprio espírito e o Espírito Santo, que propicia a comunhão do homem com Deus. Quando o homem está longe de Deus, seu corpo fica sem o Espírito Santo, e o seu próprio pode ser facilmente vitimado por um demônio, preso e amordaçado, dando espaço para que eles vivam dentro daquele corpo. Para os anjos, que têm acesso aos pomares, isso é ridículo, mas para os demônios isso ameniza um pouco a necessidade que têm de comer do fruto da árvore da vida. Assim, tomavam o corpo de um homem, e tomavam mulheres como esposa. Sua forma de "servir aos homens" - isso fazia parte do Plano - escandalizava os anjos do Senhor, mas os demônios diziam: "Servir a um humano é como servir a Deus. Ele mesmo os fez à imagem e semelhança Dele. Além disso, eles têm a seiva da Árvore da Vida correndo dentro deles". Embora isso causasse ainda maior escândalo aos anjos, foi uma semente que encontrou solo para se alojar. Faltava ser regada e cuidada.
Asrel era um mensageiro de Deus. Não tinha dotes para a guerra. Deus havia designado que ele levaria algumas mensagens à Zirujael, dos filhos de Caim, que não se dobrou diante de falsos deuses, nem sua família. Ele tinha uma filha chamada Ada, a terceira de oito filhos, e a segunda dentre as mulheres. Era alta e longilínea, de pele alva e cabelos escuros como o ébano. Seus olhos eram grandes e brilhantes, com a cor da jóia celeste no cetro de Deus. Pura, como determinava o coração de Deus, para seu futuro marido. Estava constantemente diante do Senhor, oferecendo sacrifícios. Sua beleza era tanta que ela própria se guardava dos olhares de todos os homens, mulheres, e até mesmo dos seus parentes, advertida por Deus de que a escuridão sobre os olhos de seu povo era tão grande, e sua perversão tão abominável, que não a deixariam viver se ela se expusesse.
Certo dia, enquanto ela dormia, seu pai entrou no quarto para buscar sua harpa, deixada com ela para que praticasse. Viu ele a beleza de sua filha, e percebeu que seu corpo era desejável como o de uma mulher. Não se deixou dominar pelos seus desejos, entretanto ia com uma regularidade cada vez maior se encontrar com Deus nos montes, pedir perdão pelo pecado de seu coração. Deus tinha dito a ele: "Não permita que toquem em sua filha. Tome dentre os filhos de Seth um que seja forte, íntegro, homem de valor, e ele será seu genro, e você habitará em sua casa. Deles nascerá um povo formoso, de voz doce e mãos firmes, que vai apaziguar o meu povo e fazer para mim um caminho". Zirujael, porém, a cobiçava. Asrel o acompanhava, e levava diante de Deus suas orações.
Em um desses dias em que Zirujael subiu ao monte, estavam em sua casa apenas Zilah e Ada. Como passaram-se muitos dias desde que seu marido subiu ao monte para orar, Zilah ordenou a Ada que levasse mantimento para ele. No meio do caminho, Asrel a advertiu:"Não deves ir até seu pai". "Anjo", respondeu ela,"por que razão desfaleceria de fome meu pai se tenho aqui alimento"? Ele respondeu:"Seu próprio espírito entende que seu pai deseja te tomar por esposa. O Senhor, porém, separou para ti um homem dentre os filhos de Seth que te será por marido, e o disse a seu pai. Por esse motivo vai ele aos montes, para pedir perdão ao Senhor pelo pecado do seu coração. Agora, porém, antes que chegasse ao monte o Inimigo o encontrou, e subverteu seu pensamento para que te tome por esposa". Crendo na palavra do anjo, andou em direção do deserto, valendo-se da provisão que levava para seu pai. À noite, se abrigou em uma caverna, onde Asrel a encontrou novamente, para protegê-la durante seu sono.
Apesar das advertências a respeito do comportamento da carne, os filhos de Deus se deixaram corromper e casaram-se com mulheres humanas. Eles estavam cientes de que anjos são seres feitos para viver no mundo espiritual, e não têm domínio sobre a carne, mas se atreveram a viver tempo demais sob o jugo carnal. Foram seduzidos pela sofismática mortalidade. Embora Deus os advertira que suas vidas espirituais se limitariam ao tempo que seus corpos mortais vivessem, Asrel se viu inclinado a servir a outro que não o Rei da Glória. O respirar suave vindo da tenda no fundo da gruta atraiu o seu coração, destreinado para resistir ao desejo. Andando sutilmente ele se aproximou da tenda, podendo com seus sentidos angelicais tocar sua superfície antes mesmo de suas mãos se estenderem. Quando seus dedos encontraram o tecido da tenda, sentiu os movimentos suaves da jovem subjugarem seus sentidos. Era um sentimento servil, parecido com aquele que tivera por seu Senhor, mas ele tinha a necessidade de tocá-la. Via claramente o cordel que dividia o santo e o profano, e sabia que a decisão que ele tomaria naquele momento não poderia ser desfeita. Tomou a decisão mais tola, e naquela noite persuadiu a jovem, e tomou-a por esposa.
Da união entre os dois, nasceram irmãos gêmeos. A gravidez foi conturbada, e por muitas vezes Ada acordava de madrugada com os gêmeos brigando em sua barriga. Seu parto durou três dias: quando um dos meninos estava prestes a sair, o outro o puxava. Nasceu primeiro Lucius, e depois Beloveso. Como primogênito, Lucius foi o primeiro a ser amamentado. Ele forçava o peito da mãe, e quanto mais bebia do leite, mais arisco ficava. Quase desmaiando durante a amamentação, Ada percebeu que o leite na boca do menino continha sangue, e contou ao seu marido. Asrel percebeu, então, que os garotos tinham a mesma sede que ele controlava por meses, por amor a Ada. Dificilmente um bebê entre um anjo e uma humana nasce com genes angélicos tão manifestos, pois genes angélicos são recessivos. Quase sempre ficam maiores que seus pais, mas dificilmente herdam outras características. Os garotos tinham a sede - isso era inegável -, e não tinham idade para exercer controle sobre ela, como ele. A maioria dos anjos , quando acometidos da sede, devoram suas próprias esposas e filhos. Presume-se que o motivo de sugarem sangue seja porque, como os genes angélicos são "artificiais", o elo entre o espírito e a carne, deles e de seus descendentes, é muito frágil. Precisam da árvore da vida para mantê-lo forte, e como isso não é possível, bebem sangue. Ele orientou a Ada que conseguisse amas de leite para o mais novo e não o deixasse provar sangue (o leite deveria ser retirado antes da amamentação, e dado artificialmente), e levou o mais velho para o deserto. Advertiu-a que não tornaria. Queria se redimir pelo pecado que cometeu, e faria com que o propósito de Deus se cumprisse na vida dela.
Ada fez o que Asrel havia dito, e permaneceu coberta como antes de se casar. Usava agora uma máscara sobre a face, com o símbolo dos paladinos, bem como seu filho. Ficou sabendo pelos servos que Asrel levou consigo que seu marido falecera no Egito oito anos depois, portanto levantou-se, foi à tribo de Seth, onde Uzá-Vameque (Uzath-Vameck)a tomou por esposa. Herdou dele seu nome, bem como seus filhos. Deles nasceram dois povos: os Von Haugh (como ficaram conhecidos entre os nórdicos. Eram o clã que servia a um único Deus dentre eles, cujos feitos não podiam, por temor, ser nominados entre eles. Conheciam apenas como o "povo sem rosto") e os Valmeck (andarilhos noturnos, associados com as obras das trevas).
O menino Lucius era o que possuía maior predominância dos genes do seu pai, por isso nasceu morto, e mantinha-se ligado ao corpo sugando sangue e energia vital de outros seres. Um deles foi seu próprio pai: quando criança, ele o proibiu de se encontrar com as amas de leite e empregados, e ficar recluso em seu quarto, porque elas reclamavam constantemente de se sentirem cansadas quando ele estava no quarto, e de que ele tentou por vezes mordê-las. Ele tinha oito anos de idade quando isso aconteceu. Vivia no Egito, onde mais tarde aprenderia o que precisava para se tornar o principal mentor do Plano.
Seu pai , depois de morto, foi banido para o terceiro céu. Toda bondade angelical que havia nele morreu com sua carne, e seu espírito passou a vagar eternamente sobre a Terra buscando um corpo de que pudesse retirar a vida que foi tomada dele por causa de sua queda, não podendo, assim como os outros anjos caídos, cruzar a fronteira do terceiro céu. O mundo físico era para ele como uma vitrine, que jamais tocaria. Agora via o significado de tudo, mas seu coração cristalizado não pode se arrepender: tudo o que ele tinha vinha de Deus, e era para Ele, e quando ele escolheu as frivolidades da carne em lugar de seu Criador, abandonou tudo o que Ele dera, inclusive o sentido que tinha para viver. Logo, independente do que ele fizesse, a dor de ser eternamente sem sentido o atormentava. A sede era cem vezes maior sem um corpo, portanto foi uma questão de tempo para que todos os seus sentimentos (agora via que todos eles vinham da carne, e não de sua alma, como os humanos) fosse todos sucumbidos ao instinto predatório. Descobriu antes de todos como possuir um corpo humano, mas não conseguia - claro - se recuperar da posição decadente em que se encontrava: servia a um senhor que odiava (Satanás) e a sede o martirizava a cada segundo de toda sua eternidade, e não o deixava ter um momento agradável sequer. Assim era com os anjos caídos.O amor, que foi dado por Deus quando tinha carne, era rapidamente repudiado por eles, e substituído por desprezo pela raça humana. Odiavam-nos por vários motivos. Primeiro porque , diferente dos anjos, quando os homens comeram da árvore da decisão, adquiriram a possibilidade de se arrependerem. Segundo, porque Deus não excluiu o preço do pecado: morte (entenda-se aqui como sendo a separação de Deus), entretanto, Deus permitia que um outro ser morresse em lugar do pecador. Terceiro, porque com o coração que o homem tem, serve-o com maior afinco do que os anjos caídos o faziam antes. Demonstravam em tudo o que faziam o amor que sentiam por Deus. Com desdém, os anjos caídos julgam fazer sempre melhor, mas a verdade é que os homens conquistavam o coração de Deus. Esses e outros motivos levaram os demônios a arquitetarem o que se chamou de "O Plano", em que os demônios provariam para Deus que os homens não estão aptos a cumprirem a função sacerdotal, pois são corruptos e impuros. O fundamento do Plano é subverter toda a humanidade, de forma que possam zombar de Deus dizendo: "nenhuma de suas criaturas deseja te servir". Para tornar isso possível, era necessário distorcer todos os valores morais, e infiltrar em seu mundo um vasto exército. Quem sabe poderiam fazer isso possuindo vários humanos, propondo algum favor que os interessassem. Seria também uma forma de terem seu próprio "pomar". Como não poderiam interagir livremente com o mundo físico, foi aqui que os vampiros tiveram seus nomes escritos nas Crônicas da Guerra.
Na noite em que os gêmeos nasceram, Asrel foi advertido por Deus de que um dos garotos nasceria morto, e que deveria ser cremado logo após nascer. Quando os dois nasceram, aparentemente vivos e bem, ele se alegrou, mas quando o primogênito bebeu do sangue da mãe, entendeu que ele estava realmente morto, e que usava o sangue da mãe para manter o espírito dentro do seu corpo. Ao que se sabe sobre a fisiologia de quem possui o gene vampírico, qualquer quantidade de sangue que o indivíduo ingerir será o suficiente para fazer a sede se manifestar. Ele é gradativamente tomado pela morte, até que se torna andarilho noturno. Quando ele percebeu isso no filho, alertou sua bela esposa que não permitisse que isso acontecesse com o mais novo, e levou Lucius para viver no Egito, onde o jovem aprendeu tudo o que era necessário para se tornar, posteriormente, o principal mentor do Plano.
Lucius descobriu a partir de seu pai que era possível que os demônios possuíssem seres humanos, desde que eles estivessem totalmente longes de Deus. Se esforçou para que isso acontecesse em larga escala. Elaborou uma forma de tomar todo o mundo físico, aproveitando-se da ignorância do homem a respeito do mundo espiritual. Ele distribuiu os mais fortes dos demônios pelo globo, dando ordem para que se manifestassem e "pescassem" a percepção do homem, e usassem isso para se disfarçarem de deuses. À medida que isso ocorria, os homens fizeram estátuas com falsas divindades, que os demônios assumiram para poderem dominá-los. Cada nome dado pelos homens aos deuses se tornou uma patente: Zeus, por exemplo, Príncipe da Grécia; Odin, Príncipe da Escandinávia; Tupã, príncipe da América do Sul; Baal, príncipe da Pérsia, e assim por diante. O restante, abaixo dos deuses principais no panteão, são seus capitães, tenentes e outras patentes. Muito das histórias míticas que são narradas a respeito deles possuem algum fundo de verdade.
A outra forma de desviarem o foco de adoração do homem foi delegada às castas inferiores. Eles possuíam alguma pessoa e se apresentava como o espírito de um ente falecido. Como em grande parte das vezes eles possuíram por anos a fio aquele humano, assumir os seus trejeitos era fácil, de forma que suas manifestações eram bastante convincentes, como excelente mentirosos que são. O passo seguinte seria administrar essa vantagem, usando-a como camuflagem para introduzir o homem no mundo oculto que criaram.Assim, grandes religiões da atualidade serviram como um decodificador para as artes ocultas. Um soldado da Irmandade (bruxo) é treinado para abstrair desses antigos conhecimentos o que ele precisa para reproduzir ou criar novos feitiços.
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O jovem Beloveso foi criado entre os filhos de Seth. Treinado para se tornar um dos mais fortes e temidos guerreiros de suas terras. Entretanto, como era filho dos anjos, não podia ser nomeado na história do seu povo. Durante o início de sua juventude, conheceu uma mulher do seu povo que também vivia naquela terra, e teve a oportunidade de se casar com Hadazzi. Alguns anos depois, seu acampamento foi tomado pelos amorreus, e sua esposa, filha e mãe foram mortas. Seu filho pastoreava as ovelhas, por isso foi poupado. O pelotão com 4000 amorreus foi exterminado na mesma noite, perseguido unicamente por Beloveso. Nessa época, ele usava uma máscara de prata, porque ela diminuía a percepção do seu olfato do sangue no campo de batalha. Era também uma forma de garantir que nenhuma gota de sangue cairia em sua boca. Naquela época também os Von Haugh mantinham seu voto de nazireu, com as sete tranças juntas à altura da nuca. Ao voltar da sua vingança, descobriu que seus servos e servas tinham sido mortos pelas mãos de seu irmão gêmeo, Lucius, e os corpos de sua esposa e mãe foram roubados.
Lucius derramou do seu sangue em sua mãe, e no corpo da esposa de Beloveso, ainda frescos, e usou da magia negra recém-aprendida no Egito para fazer o sangue circular pelas veias. A reanimação dos corpos dura algumas horas, mas logo o poder dessa magia se vai, e o corpo volta a repousar.Porém o sangue do vampiro original já teria corrido bastante em suas veias para causar a transformação. Demoraria sete meses para que se levantassem plenas, mas certamente Lucius teria sua mãe para tomar por esposa, e produzir dela uma linhagem pura, e ainda a partir da esposa e filha do seu irmão teria nobres vassalos para comandar. Por esse motivo tinha planejado o ataque, e usado seus poderes mentais para induzir os amorreus a invadirem o acampamento.
Esse é o nascimento da rivalidade entre os Valmeck e os Von Haugh, os vampiros e os paladinos.
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