sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Introdução - Diário de Michael Von Haugh

22 de Abril de 2010 – Diário de Michael Von Haugh
            Este será certamente mais um dia entediante, longo e frio de espera. Ainda estamos observando os Iluminados, e por enquanto não conseguimos nenhuma pista do que eles estão planejando. Mas estou certo de que nossos esforços aumentaram e muito as chances de frustrarmos o Plano, apesar de eles terem conseguido tudo o que planejaram até aqui. Os humanos correspondem a tudo o que eles querem e precisam para se organizarem: estão cada vez mais alienados e sem capacidade de lutar, por isso eles tomaram facilmente o poder. Algumas vezes eu peço profundamente a Deus para me deixar envelhecer e ter uma boa morte como qualquer um; outras vezes, peço mais uma eternidade de vida para destruir esses bastardos e seus monstros-lacaios.
            Desde 626 caço e acompanho os vampiros em seu Plano de destruição mundial. Primeiro eles quebraram a unidade familiar com uma estratégia inteligente: fizeram os homens acharem que as mulheres são objetos, depois jogou as mulheres contra os homens, e paralelo a tudo isso, banalizou o sexo por todos os cantos. Resultado: uma epidemia de divórcios, traições, suicídios, filhos nascendo sem pais, aumento da prostituição - que alimentou ainda mais o ciclo -, pornografia, pedofilia, zoofilia e mais um monte de perversões que não cabem na lista.
            O segundo passo foi usar os filhos bastardos do seu primeiro projeto para criar formadores de opinião: reis, rainhas, imperadores, pensadores, cientistas, pessoas que pudessem manipular opiniões através do conhecimento científico. A alguns desses adoradores da ciência, foram dados conhecimentos “ocultos”, do que se chamou inicialmente de alquimia. Até hoje não consigo entender por que os próprios seres humanos servem a seres que sabem que odeiam a humanidade e querem nos destruir, mas eles existem: são os bruxos da Irmandade.
            O terceiro passo é criar um monstro para haver um grande herói. Após duas Grandes guerras, eles conseguiram: levaram ao trono das Relações Internacionais o país hoje conhecido como Estados Unidos. Para lá eles migraram, boa parte das famílias nobres – as que não morreram caçadas durante as Grandes Guerras. Ocupam hoje posições tão  vistas e tão influentes que não é possível caírem sem alarde das comunidades internacionais.
            Para protegerem seu status, o quarto passo: uma comunidade mundial que seja facilmente manipulável. Como isso significa objetivamente sociedade de valores voláteis, investiram em entretenimento, esportes, eventos, artes, etc. Tudo o que possa distrair os homens. O mais recente investimento deles é a internet. Esse aliás foi o único tiro pela culatra, por assim dizer. Ou pelo menos é o que esperamos, porque ainda não é possível monitorar tudo o que acontece na rede, e portanto é – com muita cautela – usado por grupos de resistência Anti-Nova Ordem Mundial para marcar protestos, ações de militância armada e não-armada. Fora esses, o restante dos humanos são hoje patéticos e frágeis. Absorvem qualquer tipo de informação, e por isso tudo o que os meios de comunicação despejam no ar acaba saturando seus pensamentos, sobrecarregando suas mentes com o máximo de lixo possível.
            No século XVIII não éramos ignorados: as pessoas não só sabiam quem éramos como contribuíam muito para sucesso das missões. Hoje nós não somos mais notados. Talvez seja melhor assim. O homem se tornou um ser fraco, desestruturado, destruído pelo próprio orgulho de sua sabedoria. Certamente não suportariam saber que por séculos lutamos em uma guerra que decidirá suas vidas breves e medíocres.

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